Impacto Hormonal na Saúde Mental das Mulheres

Durante todo o ciclo menstrual, a mulher passa por um conjunto de alterações hormonais normativas, sendo uma delas a flutuação dos níveis de duas hormonas muito importantes: o estrogénio e a progesterona. Estas alterações, ainda que naturais, contribuem para sintomas que são vulgarmente chamados de Tensão Pré- Menstrual ou Síndrome Pré-Menstrual. Estes sintomas começam a aparecer cerca de 10 dias antes do início do ciclo menstrual (período que decorre entre o primeiro dia de menstruação até ao primeiro dia da menstruação seguinte) sendo os mais comuns as mudanças de humor, a tensão ou ansiedade, as dores de cabeça, a irritabilidade, o aumento do apetite, as alterações da líbido e a falta de concentração. Conforme descrito, conseguimos compreender que muitos destes sintomas têm impacto no bem estar físico, mas também emocional e relacional das mulheres nesta fase do seu ciclo. 

De facto, cada caso é particular e pode acontecer a mulher não apresentar estes sintomas ou apresentar somente parte deles, uma vez que cada organismo reage de uma forma específica e as flutuações hormonais têm expressões diferentes em cada um de nós. Porém, grande parte das mulheres experimenta ou já experimentou um ou vários destes sintomas revelando que estes lhes causam bastante mal-estar, podendo em alguns casos levar a que seja complicado trabalhar por exemplo, sendo que, muitas vezes este mal-estar não é levado a sério por quem está ao seu redor.  

Apesar da tensão pré-menstrual configurar uma realidade específica que ocorre num período específico do ciclo menstrual, a verdade é que as possíveis desregulações hormonais (muitas originando a necessidade de consultar um endocrinologista) têm um impacto quer na saúde física quer psicológica de quem sofre delas, sejam homens ou mulheres. Isto é, está documentada a estreita ligação entre alterações hormonais e mudanças ao nível psicológico, por exemplo alterações do humor. 

 

Desta forma, alertamos para a importância de sermos tolerantes e compreensivos para todos os que nos rodeiam, adotando uma atitude de apoio, de escuta genuína e de validação do sofrimento do outro. Nem sempre vemos as dores dos outros e as suas origens, mas tal não significa que a dor não esteja lá.

 

Departamento de Pedagogia e Formação – Inês Freitas, Neuza Noronha e Violeta Oliveira

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