Estigma como (pre)conceito

O estigma é um processo socialmente construído onde um determinado grupo de pessoas é definido tendo por base características distintivas que estas pessoas apresentam. Essas mesmas características são usadas  para as desvalorizar e inferiorizar as pessoas pertencentes ao grupo em questão, neste caso as pessoas que sofrem de doença mental . Em último o caso, o estigma é ignorância e desconhecimento sobre a realidade vivida por estas pessoas.

 

As pessoas com doença mental são frequentemente alvo de atitudes estigmatizantes e discriminatórias, decorrentes de ideias erradas muito vincadas na nossa cultura e sociedade. Atribuem-se rótulos negativos e é frequente pensar-se que são perigosas, violentas, imprevisíveis, incompetentes ou até mesmo responsáveis pela sua própria doença, o que não corresponde à verdade. Aliás, sabe-se que correm até maior risco de serem sujeitas a violência por parte de outros ou de se magoarem a si próprias.

 

Estas ideias preconcebidas têm origem, em grande parte, na falta de informação de qualidade disponível sobre estas condições, o que permite que se propaguem mitos e crenças. 

 

O estigma é grande barreira para as pessoas que sofrem de perturbações mentais. Elas são frequentemente evitadas por amigos e familiares, discriminados por colegas de escola ou trabalho, preteridas por empregadores e ainda vítimas de violência. São mostradas de forma caricatural e preconceituosa no cinema, televisão e na imprensa escrita, que divulgam frequentemente notícias de pessoas com doença mental que não retratam a realidade e não correspondem à maioria dos casos, ajudando a reforçar os preconceitos já vigentes.

 

Vivemos numa sociedade que discrimina e segrega o portador de perturbação psiquiátrica olhando para a pessoa como se fosse a própria doença. Estar inserido numa sociedade estigmatizante leva à autoestigmatização por parte do indivíduo que sofre de perturbação mental. O estigma e o autoestigma são dois grandes obstáculos à integração social e à vida plena em sociedade. A pessoa com perturbação mental grave sofre não só pela doença em si, mas também, pelo estigma social que segrega e nega oportunidades de trabalho e para a vida independente.

 

Durante o mês vamos continuar a aprofundar esta temática.

Não percas mais informações sobre este tema, aqui no blogue! 



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