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O meu nome é Diana, tenho 24 anos e sou do Porto. Sou estudante de medicina, estando atualmente no 5°ano, em Coimbra.

Entre a segunda metade de 2017 e a primeira de 2018 enfrentei uma depressão que me obrigou a congelar a matrícula da faculdade e a isolar-me de tudo e de todos.

Como não tinha dinheiro para consultar privados, a minha recuperação baseou-se em antidepressivos receitados no Centro de Saúde e em ler diversos testemunhos/ livros relacionados com saúde mental/ psicologia, tendo inclusivamente aprendido a fazer técnicas de psicoterapia sozinha. Também comecei a fazer meditação com a ajuda de vários livros e com faixas e vídeos que encontrei na internet.

Passaram uns meses em que estive a recuperar e a investir na minha felicidade.

Em setembro de 2018 voltei ao curso de medicina, mesmo com o medo associado à forma como os meus colegas olhariam para mim (sendo que o estigma nos estudantes de medicina também é grande e apesar de muitos possuírem patologias semelhantes a depressão e ansiedade, têm vergonha de admitir).

Descobri na Psiquiatria uma paixão que hoje em dia me faz olhar para o curso de uma maneira diferente, mais apaixonada. Também adoro escrever e a criação deste projeto baseou-se nesses dois amores: a psiquiatria e a escrita.

No entretanto, o objetivo principal é mesmo ajudar quem passa pelo mesmo que passei ou por outro tipo de doenças mentais e se sente de alguma forma excluído por uma sociedade maioritariamente retrógrada, que julga as doenças mentais como as doenças dos malucos e preguiçosos.

Noutros países (nórdicos e Canadá, por exemplo), as doenças psiquiátricas são vistas de um outro modo e a psicoterapia está inclusivamente “na moda” mesmo para pessoas que não sofram de doença alguma, para prevenir que apareçam.

Por cá, continuamos exageradamente atrasados. E temos tantas ferramentas para mudar isso!

Vamos lá fazer algo pela saúde mental! Vamos lá mostrar ao Governo que deve apostar num plano efectivo e eficaz para investir na saúde mental dos portugueses. Vamos construir coisas bonitas juntos.

Mas a primeira, temos que ser nós a construir individualmente, na nossa cabeça: as doenças da mente existem, estão cientificamente documentadas, há evidência e negá-la é negar o conhecimento!

A 21 de março de 2019, criei a página de Instagram do projeto. No início comecei por publicar em inglês para chegar a mais pessoas mas, passado uns meses, verifiquei que era uma abordagem errada visto que o público a que chegava era maioritariamente português.

Em maio criei um Twitter para o projeto.

No dia 10 de junho, dia de Portugal, refresquei a página e comecei a publicar em português, com um novo logótipo.

A página cresceu imenso em janeiro deste ano, depois duma enchente de seguidores que conheceram o projeto pela minha curta passagem pelo Maluco Beleza podcast.

Em janeiro também criei um Facebook do projeto e comecei a organizar a Conferência sobre saúde mental “A mente também dói”.

Em fevereiro fui convidada para ir ao programa “A Tarde é Sua” na TVI, contar a minha história pessoal de depressão.

Em março fui depois convidada para o programa “Você na TV” para falar sobre o projeto e ainda tive a incrível oportunidade de me sentar no cadeirão amarelo do Maluco Beleza, para falar novamente da página e da Conferência.

Em março também criei um canal do Youtube associado à página e ainda um projeto paralelo chamado The Pineapple Friends, composto por voluntários que pretendem ajudar pessoas psicologicamente vulneráveis, nesta altura de pandemia mundial.

Hoje, dia 21 de março de 2020, um ano depois, nasce o site para que finalmente o projeto ganhe asas e saia das redes sociais.

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